quinta-feira, 20 de junho de 2013

Louis Pasteur


Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências.

O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de São Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?

- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.

No cartão estava escrito:

Professor Doutor Louis Pasteur,
Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas
da Universidade Nacional da França.

"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muita, nos aproxima". (Louis Pasteur)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e dia mundial de oração pela santificação dos sacerdotes

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Certa feita, o marido da Serva de Deus, Catarina Doherty, recebeu
uma carta na qual alguém perguntava: “O que é um padre?
Ele disse que pensou sobre a pergunta por algum
tempo e então decidiu ir procurar Catarina. Ela estava
sentada na sua mesa, escrevendo algo. Então ele disse:
“Alguém me perguntou o que é um padre; você sabe
responder?” Ela, sem dizer uma palavra, pegou um lápis 
e escreveu rapidamente em um pedaço de papel:

"O padre é um homem cuja meta é ser outro Cristo;
o padre é um homem que vive para servir.

O padre é um homem que se crucificou,
para que assim elevado
ele atraia tudo para Cristo.
  
O padre é o presente de Deus para o homem
e do homem para Deus!"
  
Adaptado de: Carta de amor aos padres. Catherine de Hueck Doherty. Editiones du Serviteur. 

Pela intercessão da Serva de Deus Catarina Doherty, que não apenas rezou pelos sacerdotes, mas ofereceu a vida por eles, nesta sexta-feira, 7/06,  Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELA SANTIFICAÇÃO DOS SACERDOTES, somos convidados a rezar com muito fervor  pela santificação deles. A nossa oração fará deles os santos dos quais a Igreja precisa! 

LADAINHA PELOS SACERDOTES

Senhor, para zelar pela vossa honra,*
*CONCEDEI-NOS SACERDOTES SANTOS
Senhor, para aumentar nossa fé ,
Senhor, para sustentar Vossa Igreja ,
Senhor, para pregar Vossa doutrina ,
Senhor, para defender Vossa causa ,
Senhor, para rechaçar os erros ,
Senhor, para aniquilar as seitas ,
Senhor, para sustentar a Verdade ,
Senhor, para dirigir nossas almas ,
Senhor, para melhorar os costumes ,
Senhor, para desterrar os vícios ,
Senhor, para iluminar o mundo ,
Senhor, para ensinar as riquezas do Vosso Coração ,
Senhor, para fazer-nos amar ao Espírito Santo ,
Senhor, para zelar pela honra e glória de Vossa Mãe , a Santa Virgem Maria,
Senhor, para que todos os Vossos Ministros sejam o sal da terra e a luz do mundo ,
CONCEDEI-NOS SACERDOTES MUITO SANTOS!

OREMOS

Coração de Jesus, Sacerdote Santo, nós vos pedimos instantemente , com toda nossa alma, que aumenteis dia-a-dia os aspirantes ao sacerdócio e que os formeis segundo os desígnios de Vosso amoroso coração. Somente assim conseguiremos “sacerdotes santos” e, em breve, no mundo não haverá mais do que um só rebanho e um só Pastor. Amém.

Fonte: Revista Roma n˚ 29. Com aprovação eclesiástica.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dai-nos o Santo Fervor Eucarístico!


"No artigo “Let the Sun Shine” (Deixe o Sol brilhar) do reverendo Martin Lucia, ele conta uma história verídica sobre o valor e o zelo que devemos ter pela  sagrada Eucaristia.
Alguns meses antes de sua morte, o grande Bispo americano,  Fulton J. Sheen, foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo inspiram-se em você. Em quem você se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”.
O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade. Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas.
Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas. Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo. Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos).
A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima segunda noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até matá-la com a parte posterior de sua arma. Este ato de martírio heroico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava da janela de seu quarto convertido em cela.
Quando o Bispo Sheen escutou o relato, inspirou-se de tal maneira que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida, promessa que manteve até a sua morte, com oitenta e dois anos. Se aquela pequena pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença do seu Salvador no Santíssimo Sacramento então, o bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então seria atrair o mundo ao Coração ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento.
A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida. Uma das nossas maiores ingratidões para com Jesus é o abandono em que o deixamos em muitos dos nossos Sacrários. A Igreja o chama de “prisioneiro dos Sacrários”. Há dois mil anos Ele está ali.
Jesus eucarístico é o “amor dos amores”. Ele faz continuamente este milagre para poder cumprir a sua promessa: “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 20,20). Do sacrário Ele nos chama continuamente:  “Vinde a mim vós todos que estais cansados e Eu vos aliviarei” (Mt 11,28). Ali Ele está, como no Céu, com os braços abertos e as mãos repletas de graças para aqueles que forem buscá-las com o coração aberto. São João Bosco dizia:
“Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o raramente. Quereis que o demônio vos assalte?  Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós ?  Visitai a Jesus muitas vezes. Não omitais nunca a visita ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante”.
Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja, disse:
“Os soberanos desta terra nem sempre, nem com facilidade concedem audiência; mas o Rei do céu, ao contrário, escondido debaixo dos véus eucarísticos, está pronto a receber qualquer um… Ficai certos de que de todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.
Na Encíclica “Ecclesia de Eucaristia”, o Papa João Paulo II chamou a atenção para a falta de adoração eucarística: “De fato, há lugares onde se verifica um abandono quase completo do culto de adoração eucarística.” (n. 10). Diante do Senhor no Sacrário podemos repetir muitas vezes aquela oração reparadora que o Anjo, em pessoa, ensinou às crianças em Fátima, nas aparições de Nossa Senhora, em 1917:
“Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores. Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Amém!“
Podemos ter certeza que as chuvas de bênçãos descerão sobre a comunidade que adora continuamente a Jesus sacramentado. Os jovens serão preservados do mau caminho, os pecadores serão convertidos, o demônio afastado, as calamidades afugentadas, as vocações sacerdotais e religiosa aumentarão… Não é disto que estamos precisando?
A Igreja, desde o seu início, quis manter Jesus nos Sacrários da terra para ali ele ser amado, louvado e derramar sobre nós as suas bênçãos, e poder ser levado aos doentes. Sempre foi ao pé do Sacrário que os homens e mulheres de Deus buscaram forças e luzes para a sua caminhada. Foi ali que São João Vianney, conquistou o coração dos seus fiéis e se tornou o grande “Cura D’Ars”.
Quando, recém ordenado padre, ele chegou a Ars, e encontrou ali uma paróquia sem padre há muitos anos, e as pessoas longe de Deus; a primeira coisa que fez foi ajoelhar-se diante do Santíssimo durante horas, diariamente, e rezar o santo Rosário. Assim ele revolucionou aquele pequeno lugar e fez tantos prodígios."

domingo, 26 de maio de 2013

Jesus permanece dia e noite no Santíssimo Sacramento por amor a você


“O grande bispo Fulton Sheen passou por um período de aridez espiritual no qual rezar era uma tarefa difícil. Ele se sentava na capela sem dizer uma única palavra a Jesus. Como o bispo pensava que suas horas santas não eram agradáveis a Jesus, sentia-se muito desanimado.

Então ele se lembrou de algo: seu pequeno cão também não podia falar. Quando o bispo se sentava em sua poltrona para ler o jornal, o seu cão se sentava no chão perto dele, fazendo-lhe companhia. Só pelo fato de estar ao lado dele, o cão era para o bispo um grande consolo e o fazia muito feliz.

Enquanto o bispo pensava nisso, recebeu uma inspiração de Deus: ele era um grande consolo e muito agradável ao Senhor só pelo simples fato de estar lá com Ele no Santíssimo Sacramento, embora, tal como o seu cachorro, não dizia nada a Jesus enquanto estava ao lado dEle.

Eu gosto muito desta história ... porque eu também tenho um cachorro. E como ele é para mim um grande consolo, eu o chamo de "amigo". Outro motivo que me faz gostar muito dessa história é porque algo semelhante aconteceu com um sacerdote amigo meu, quando eu era pároco em São Miguel. Meu amigo estava fazendo sua hora santa em nossa capela de adoração perpétua. O dia estava muito quente e ele se sentia tão cansado pelo calor que não conseguia rezar. Só o fato de permanecer na capela naquele momento já representava um grande esforço. Ele se perguntava se essa hora teria algum valor, quando no mesmo momento chegou um gatinho branco.

Fazia tanto calor que tinha deixado a porta aberta. No começo, meu amigo pensou o quanto odiava os gatos. Em seguida, observou como o gatinho passava por cada um dos bancos até chegar à parte de trás, onde meu amigo estava sentado. O gatinho parou, olhou para o meu amigo, colocou a cabeça sobre o sapato dele, como se fosse seu travesseiro, e dormiu.

Meu amigo se emocionou. O gatinho tinha escolhido descansar a cabeça em seu sapato. Mais tarde, meu amigo ouviu a seguinte inspiração, tão forte como os sinos da igreja no domingo: se ele, que odeia gatos, ficou tão contente com aquele que escolheu estar com ele, quanto mais Jesus ficará contente conosco, que Ele ama infinitamente, quando escolhemos estar com Ele.

Assim como o bispo Sheen, meu amigo nunca mais se desanimou quando sentia que não podia rezar. O simples fato de estar ali, já é uma oração de fé, é acreditar realmente que Jesus está lá. É uma oração de amor porque a pessoa escolhe estar com aquele que ama, com quem se ama verdadeiramente.

Jesus permanece dia e noite no Santíssimo Sacramento por amor a você, porque para Ele, você é a pessoa mais importante do mundo. A única coisa que Ele pede é que você reserve uma hora por dia para Ele.

Fonte: Mons. Pepe. Cartas a um irmão sacerdote. P.51-52.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Beata Dina Bélanger



    A Beata canadense Dina Bélanger nasceu em 30 de abril de 1897, na cidade de Quebec, Canadá. Seus pais se chamavam Octavio Bélanger e Serafina Matte. Foi batizada no mesmo dia de seu nascimento na Igreja de São Roque, com os nomes de Maria Margarida Dina Adelaide. Fez sua Primeira Comunhão e recebeu o Sacramento da Confirmação no dia 2 de maio de 1907.
  
 “Desde o começo de minha vida, a Virgem me protegeu de um modo especial. Meus olhos viram a luz do dia quando começava o mês dedicado a Ela. Nesse mesmo dia recebi o Batismo. Deus tomou posse de minha alma para que fosse toda dEle. Que felicidade tão grande ser filha de Deus e de Maria, minha doce Mãe!” (Autobiografia, cap.1)

    Frequentou o Colégio Jacques Cartier, dirigido por religiosas da Congregação de Nossa Senhora. Desde pequena recebeu aulas de piano e aos onze anos obteve seu primeiro diploma. Aos treze anos foi admitida na Associação das Filhas de Maria no colégio.

   Desde jovem sua vida era Eucarística... “Jesus foi meu Mestre de oração ensinando-me a comunicar-me com Ele. Um dia, diante do sacrário, li estas palavras em um livro de oração: ‘Senhor, Deus meu’. Não li mais nada. Submersa no silêncio, na paz e na solidão, sentia estar com Ele saboreando estas palavras. Esqueci o tempo...”.

    “Outra vez, diante do Santíssimo exposto, os olhos fixos na Sagrada Hóstia, lhe pedia vê-Lo com os olhos do corpo: ‘Desejo tanto ver-Vos!’ O Senhor respondeu às minhas ingenuidades com um aumento da fé em sua presença eucarística". (Autobiografia, cap.3)

...e Mariana!

    “Entreguei-me totalmente à Virgem pela prática da devoção perfeita, segundo o espírito do Beato (Beato naquele tempo em que Dina Bélanger escrevia sua vida, canonizado em 1947) Luis de Montfort. Este abandono total de mim mesma e de minhas coisas à Rainha do Céu me trouxe muitas consolações. Só no céu compreenderei as vantagens de abandonar-me a sua sabia direção. Quisera consagrar-lhe toda a humanidade. È preciso deixá-la viver em nós para que Cristo seja substituído na nossa pequenez. Ela é o caminho mais seguro, mais curto, mais idôneo para elevar-nos até o infinito, para unir-nos ao amor incriado até perder-nos nEle, abismar-nos na fonte da felicidade eterna”.

    Em 1911, passou ao internato de Bellevue. Nesse mesmo ano fez o voto privado de castidade e pediu ao Senhor a graça do martírio, no dia 1º de outubro. Terminou seus estudos em 1913 e voltou para casa. Começou a participar do Apostolado da Oração na paróquia, onde também ajudava com os ornamentos litúrgicos. Em 1914 comunica a seus pais seu desejo de ser religiosa, porém eles não lhe deram permissão por considerá-la muito jovem.

Devota de São José

    “O bem-aventurado São José sempre me ajudou na minha vida interior. Eu gosto muito dele, e sobretudo na sua festa o presenteava com pequenos sacrifícios”. (Autobiografia, cap.5)

   De 1916 a 1918 permaneceu em Nova York, a fim de completar seus estudos de piano e música na Residência Nossa Senhora da Paz, que era dirigida pelas Religiosas de Jesus-Maria. De volta a sua cidade natal, se inscreveu na Ordem Terceira de São Domingos, e tendo obtido a permissão de seus pais, ingressou na Congregação de Jesus-Maria situada em Québec. Escolheu como nome religioso o de Maria de Santa Cecília de Roma, devido seu grande amor pela música. Emitiu seus votos temporários no dia 15 de agosto de 1923, Solenidade da Assunção de Maria; e seus votos perpétuos em 15 de agosto de 1928, um ano antes de sua morte.

   “Finalmente usava o hábito religioso; eu o beijava com piedade e amor, porém não se diz em vão ‘o hábito não faz o monge’ e tinha que trabalhar para tornar-me menos indigna dele”. (Autobiografia, cap.13)

    “Eu era finalmente religiosa de Jesus-Maria. Recebi a cruz e o rosário. Já pertencia à Congregação que tanto amava. A mão divina para ali me havia conduzido. Que dívida de gratidão para com minha Congregação religiosa! Modela, Senhor, a minha alma segundo seu espírito de caridade e de humildade, de obediência e de louvor, que não é senão o espírito de teu amor. Trabalha em mim, junto com Maria, para que louve para sempre vossos benditos nomes”. (cap. 16)


Graças do Senhor em sua alma

    “Um dia recebi esta luz que me consolou muito: o céu é a possessão de Deus; Deus vive em mim, eu o possuo, logo, gozo do céu na terra. Desde aquele ditoso momento me escondia por mais tempo no Coração de Cristo e nEle encontrava as delícias da bem-aventurança, com o privilégio de ser capaz de sofrer por Ele. Se os anjos pudessem ter algum desejo, creio que, além da Eucaristia, invejariam este dom do sofrimento por amor”.
 (Autobiografia, cap.12)

    “Nosso Senhor, Homem-Deus, me fez ver seu Coração na Sagrada Hóstia. Eu não olhava o seu santo rosto; cativavam-me seu Coração e a Hóstia. Os dois estavam perfeitamente unidos, de tal maneira um na outra, que não posso explicar como me fosse possível distingui-los. Da Hóstia saiam inúmeros raios de luz, de seu Coração uma imensidão de chamas que corriam como torrentes impetuosas. A Santíssima Virgem estava ali, tão perto do Senhor que parecia estar toda absorvida por Ele. Todos os raios luminosos da Hóstia e todas as chamas do Coração de Jesus passavam através do Coração Imaculado de Maria”.

    A Beata sofreu graves doenças desde sua profissão religiosa. De sua cama fazia traduções e despachava correspondência. Teve uma tuberculose pulmonar que se agravou no dia 30 de abril de 1929, a tal ponto que teve que ser transferida para uma enfermaria. Morreu no dia 4 de setembro de 1929, às 4 h da tarde. Foi beatificada em 20 de março de 1993.

Máximas:

“Jesus e Maria a lei do meu amor, e meu amor a lei de minha vida”.
“Quero ser santa, e com vossa graça, Senhor, serei”.
“A graça converte todos os sofrimentos que o mundo aborrece, em alegrias”.
“Minha bússola é Cristo, minha barca, a Regra, os que a guiam, minhas superioras”.
“A vida religiosa é a preparação da vida eterna”.

sexta-feira, 8 de março de 2013

"As portas do inferno não prevalecerão contra Ela." (Mt 16, 18)

A Igreja Católica é imaculada e indefectível


A Igreja é imaculada e indefectível. Após cada campanha de ataques contra ela, a Igreja sempre aparece mais forte e esplendorosa do que antes.
Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

A saraivada de notícias que, nas últimas semanas, tenta macular a Igreja Católica, tomando por motivo abusos de crianças cometidos por parte de sacerdotes católicos, atinge um clímax inacreditável.

Decididos a não deixar morrer a fogueira que acenderam, vários órgãos de comunicação social têm se dedicado a investigar o passado, à procura de novas alegações que envolvam o Vigário de Cristo na Terra, o Papa Bento XVI, no que, aliás, têm falhado rotundamente.

Que haja padres despreparados e indignos, ninguém o pode negar; que abusos horríveis foram cometidos, e certamente até em número superior ao registrado, é preciso reconhecer. Mas utilizar falhas gravíssimas, mas circunstanciais, relativas a uma minoria de clérigos, para enxovalhar toda a classe sacerdotal é uma injustiça. E usar isso como pretexto para tentar derrubar a Igreja é diabólico.

Aliás, quanto mais o espírito libertário, relativista e neopagão de nossa época se infiltra na Igreja, tanto mais é de temer que aconteçam crimes de pedofilia. Daí mesmo a necessidade de implantar nos seminários um sistema rigoroso de seleção, de modo a só admitir como candidato ao sacerdócio quem não tenha a propensão de pactuar com o mundo, mas queira ensinar a prática da doutrina católica em toda a sua pureza e dar o exemplo.

A atual campanha publicitária contra a Igreja faz-nos esquecer uma verdade da qual a história nos dá um inequívoco testemunho: foi a Igreja Católica que livrou o mundo da imoralidade, e é porque está rejeitando a Igreja que o mundo tem afundado novamente no lodo do qual foi resgatado.


Fonte: http://www.arautos.org/desagravo/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Circunde o seu problema com Missas



O sacrifício de Jesus não é uma repetição: é o mesmo sacrifício que se renova e se atualiza para nós em cada Santa Missa celebrada. Em cada Celebração Eucarística, mais uma vez, Cristo está derramando Seu Sangue por nós. Neste momento toda muralha cai por terra e o poder do inimigo é desfeito. As soluções chegam e a vitória de Deus se dá em qualquer situação.

Por isso, a minha palavra para os que me procuram é: volte-se para a Eucaristia. Participe da Santa Missa. Comungue diariamente. Adore ao Senhor no Santíssimo Sacramento. Isso não é tolice! Não é alienação! Não é perda de tempo! Muito pelo contrário: tenha consciência de que qualquer batalha será vencida pela Santa Missa e pela comunhão.

Circunde o seu problema com Missas! Mande celebrá-las com essa intenção. Comungue, porque com isso você estará sendo impregnado de Jesus vitorioso.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Fonte: http://cancaonova.com/portal/canais/pejonas/pejonas_msg_dia.php


sábado, 16 de fevereiro de 2013

O que é a fornicação?


"Entre os pecados contra a castidade (adultério, pornografia, estupro, masturbação, prática homossexual, etc.) está a fornicação, que é a realização do ato sexual entre um homem e uma mulher que não são casados entre si e nem com outros. É pecado contra o sexto Mandamento da Lei de Deus. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) assim explica: “A fornicação é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade das pessoas e da sexualidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos” (CIC § 2353).

Infelizmente, dentro do relativismo religioso e moral que vai penetrando na Igreja, até mesmo na cabeça de alguns sacerdotes, a fornicação entre namorados e noivos vai se tornando corriqueira e muitos a querem justificar e até aprovar. Não é raro ouvir jovens nos dizerem que um padre disse que não é pecado viver o sexo com o (a) namorado (a) se eles se amam.No entanto, para sermos fiéis a Deus e à Igreja não podemos aceitar essa grave quebra da moral católica. Apresento a seguir algumas passagens bíblicas que mostram como Deus condena a fornicação como pecado grave:
“Guarda-te, meu filho, de toda a fornicação: fora de tua mulher, não te autorizes jamais um comércio criminoso” (Tobias 4,13).

“Envergonhai-vos da fornicação, diante de vosso pai e de vossa mãe; e da mentira, diante do que governa e do poderoso” (Eclesiástico 41,21).
“Mas a respeito dos que creram dentre os gentios, já escrevemos, ordenando que se abstenham do que for sacrificado aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação” (Atos dos Apóstolos 21,25).

“Mas o corpo não é para a fornicação, e sim para o Senhor, e o Senhor é para o corpo” (I Coríntios 6,13).

“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? (id. v.15)

“Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (id. v. 18).
“Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (id. v. 19-20).
“Receio que à minha chegada entre vós Deus me humilhe ainda a vosso respeito; e tenha de chorar por muitos daqueles que pecaram e não fizeram penitência da impureza, fornicação e dissolução que cometeram” (II Coríntios 12,21).

“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem” (Gálatas 5,19).

“Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos” (Efésios 5,3).

Penso que essas passagens bíblicas falam por si mesmas e não podem ser anuladas. A Palavra da Igreja é para nós a Palavra de Cristo e de Deus Pai: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lucas 10,16). E a Igreja desde sempre ensinou que a vida sexual só é lícita entre marido e mulher unidos pelo sacramento do matrimônio. Diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC):
“A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Ela só se realiza de maneira verdadeiramente humana se for parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até a morte” (CIC § 2361).
“Pela união dos esposos realiza-se o duplo fim do matrimônio: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. Esses dois significados ou valores do casamento não podem ser separados sem alterar a vida espiritual do casal e sem comprometer os bens matrimoniais e o futuro da família. Assim, o amor conjugal entre o homem e a mulher atende à dupla exigência da fidelidade e da fecundidade” (CIC §2363).
Hoje é terrível a luta do jovem cristão contra o pecado da carne, porque o mundo – “que jaz no maligno” – se movimenta em torno do prazer do sexo, e calca aos pés a sagrada Lei de Deus. Mas não podemos esquecer o que disse o Apóstolo: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23). Conheço muitos que sofrem e que sofreram por se entregarem ao pecado da carne, mas não conheço alguém infeliz por ter lutado contra ele. A Carta aos Hebreus diz que devemos “resistir até o sangue na luta contra o pecado” (Hb 12,4).
É certo que para todos é dura a luta contra as paixões da carne, – para os solteiros e para os casados –, mas é preciso dizer que quanto mais árdua for essa luta tanto maior será a vitória e a glória que daremos a Deus em nosso corpo. A Igreja ensina o remédio contra o pecado: jejum, esmola e oração. Jesus disse aos Apóstolos no Horto das Oliveiras: “Vigiai e orai, o espírito é forte, mas a carne é fraca”. Então, temos de fortalecer a vontade com a penitência, a mortificação, a oração sem cessar, e, sobretudo, a vigilância. Tudo o que entra na alma, entra pelos sentidos (olhos, mãos, nariz, boca, ouvidos); então, é preciso vigiá-los contra tudo que leve excitação para a alma.
Mas, os maiores Remédios que a Igreja põe à nossa disposição continuamente são a Confissão e a Eucaristia; a primeira lava o corpo e a alma da fornicação, e a segunda a sustenta para não cair novamente.

Esta é uma luta que muito agrada a Deus, porque a castidade é uma grande virtude."
Prof. Felipe Aquino
Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/10/01/o-que-e-a-fornicacao/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Revelações dos Santos a respeito do carnaval



Santa Faustina escreve em 1937:

 “Nestes dois últimos dias de carnaval conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer, num instante, os pecados do mundo inteiro cometidos neste dia. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista. E o Senhor deu-me a conhecer quem sustenta a existência dessa humanidade: são as almas escolhidas. (Diário de Santa Faustina, n.926)

Santa Margarida Maria de Alacoque escreve entre 1687-1690:

“Certa vez, em tempo de Carnaval... Jesus se me apresentou após a santa comunhão na figura de um ECCE HOMO (“eis aqui o homem”, Jo 19,5), carregando sua Cruz, todo coberto de chagas e contusões. E brotando, de todo o seu corpo, seu Sangue adorável. Com uma voz dolorosamente triste, dizia: ‘Não haverá ninguém que tenha piedade de Mim e queira compadecer-se e tomar parte em minha dor vendo o lastimoso estado em que Me põem os pecadores, sobretudo neste tempo de Carnaval?” (Santa Margarida Maria, Autobiografia, capítulo 9)

“Durante os três dias de Carnaval, queria fazer-me em pedaços para reparar os ultrajes que fazem sofrer os pecadores à Sua Divina Majestade; e enquanto me era possível, os passava jejuando a pão e água, dando aos pobres o que recebia para meu alimento.” (Santa Margarida Maria, Escritos Autobiográficos – Tejada SJ – 2ª Edição, p.99).

Santa Gertrudes de Helfta, 1302

Durante os três dias do carnaval, Jesus procura descanso e consolo no coração de Gertrudes, pedindo-lhe preces, silêncio e penitência pela conversão dos mundanos. Também durante o carnaval em outro ano, Jesus lhe diz: “Se desejas aliviar minha dor, deves suportar uma dor e colocar-te à minha esquerda”... "meu coração como figura visível do meu amor pelos homens. Agora dou Minha face como figura visível da minha dor pelos pecados da humanidade... quero a comunhão reparadora na terça-feira do carnaval”.

Santa Maria Cecília, +1929

Disse-lhe Jesus:

“O mundo ofende-me (no carnaval). Os religiosos esquecem-me... sua piedade é superficial... seu amor, sem profundeza. Sou tão sensível a um amor desinteressado!” “Procuro amor . Sou tratado como um ser ausente ... Deixa-me dar-te todo o meu amor. Tenho necessidade de dar-me todo inteiro ”.

Irmã Benigna Consolata Ferrero, +1915

Carnaval de 1916: Irmã Benigna vê o Coração de Jesus dilacerado e arrastado pela rua numa matilha de cães raivosos.


É espantoso como ofendiam a Deus os pecados que se cometiam no carnaval antigamente. Meu Deus, o que não será agora?!


Rezemos a oração reparadora ensinada pelo Anjo aos três Pastorinhos de Fátima:

Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço- Vos a conversão dos pobres pecadores .

Meu Deus , eu creio, adoro, espero e amo-Vos.Peço Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.(3x)

Extraído e adapatado de:


http://www.sinaisdostempos.org/perguntas/carnaval-nao-podemos-apoiar
http://catolicosdoriodejaneiro.blogspot.com/2009/02/santa-margarida-maria-e-o-carnaval.html

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O muro


Conta-se que havia um grande muro separando dois grandes grupos.De um lado estava o Reino de Deus, os anjos e todos os Seus servos, do outro lado, estava o império de satanás, seus demônios e todos os seus servos. E em cima desse muro havia um jovem indeciso. Ele estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco dos prazeres do mundo. 

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus o chamava e gritava sem parar: 


- Ei, desce do muro agora, vem pra cá!

Já o grupo de satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a satanás: 

- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês? Grande foi a surpresa do jovem quando satanás respondeu: 

- "É porque o muro é MEU.” 
  
Nunca se esqueça: Não existe meio termo. O muro já tem dono. 





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