segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Colocações dos Santos sobre Nossa Senhora


Santo Afonso Maria de Ligório
“Senhora amabilíssima, Senhora sublimíssima, Senhora graciosíssima, volvei vosso olhar para um pobre pecador que a Vós se recomenda e em Vós põe a sua confiança.”
São Pio de Pietrelcina
“Amai Nossa Senhora e fazei que a amem.”
São Francisco de Sales
“Ninguém terá a Jesus Cristo por irmão, que não tenha a Maria Santíssima por Mãe.”
São Francisco de Sales
“Não existe devoção a Deus sem amor à Santíssima Virgem.”
São Bernardo
“Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.”
São João d’Ávila
“Um dos principais remédios contra o demônio é recorrer à Virgem Maria.”
São Luís Maria Grignion de Monfort
“Quando o Espírito Santo encontra Maria Santíssima numa alma, sente-se atraído a Ela irresistivelmente e nela faz sua morada.”
São Fulgêncio
“Maria é a escada celeste pela qual Deus desceu à terra e os homens sobem a Deus.”
São Boaventura
“Jamais li que algum Santo não tivesse sido devoto especial da Santíssima Virgem Maria.”
São Leonardo de Porto Maurício
“Sois devoto de Nossa Senhora? Ouvi pois e consolai-vos. Vivereis bem, morrereis melhor, salvar-vos-eis.”
São Luís Maria Grignion de Monfort
“Ainda não se louvou, exaltou, honrou, amou e serviu suficientemente a Maria Santíssima, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço Ela merece.”
São Bernardo
“Por vós, ó Maria, se encheu o céu e se despovoou o inferno.”
São Boaventura
“Maria é obra prima de Deus que nela esgotou sua sabedoria, seu poder e sua riquezas.”
Santo Epifânio
“Excetuando-se a Deus só, é Maria Santíssima superior a todas as criaturas.”
Santa Madalena Sofia Barat
“A morte de um filho de Maria Santíssima é o salto de uma criança nos braços de sua Mãe.”
Santo Antonino
Se Maria é por nós, quem será conta nós?
São Francisco de Sales
“Na devoção a Nosso Senhor nasce a de sua Mãe. Ninguém pode amar a um sem amar o outro.”
Beato João Paulo II
“Ao pedir ao discípulo predileto que tratasse Maria Santíssima como sua Mãe, Jesus instituiu o culto mariano.”
Santo Afonso
“Se na hora da morte tivermos Maria a nosso favor, o que poderemos temer?”
Santo Agostinho
“Tudo quanto pudermos dizer em louvor de Maria Santíssima é pouco em relação ao que merece por sua dignidade de Mãe de Deus.”
Santo Anselmo
“Deus que criou todas as coisas, fez-se a si mesmo por meio de Maria Santíssima.”
Santo Afonso
“É impossível que se condene um devoto de Maria Santíssima que fielmente a obsequia e a Ela se recomenda.”


domingo, 7 de outubro de 2012

Por que Nossa Senhora insiste tanto na Oração do Rosário?


  
Em 1945 os americanos lançaram a bomba atômica sobre duas cidades japonesas: Nagasaki e Hiroshima. Nesta última, num raio de um quilômetro e meio do centro da explosão, ficou tudo arrasado e todos os habitantes morreram carbonizados. A casa paroquial, com oito moradores jesuítas, que distava apenas 800 metros da explosão, ficou de pé e os seus moradores ficaram ilesos.

  O Pe. Hubert Shiffer era um deles e tinha então 30 anos. Depois viveu mais 33 completamente com saúde e nenhum dos moradores da casa sofreu as conseqüências da radioatividade. Ele contou a sua experiência no Congresso Eucarístico da Filadélfia (EUA) em 1976. Então todos os membros daquela comunidade ainda viviam.

  O Pe. Shiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 cientistas e não puderam explicar como, no meio de milhares de mortos, ele e seus companheiros tinham podido sobreviver. O Pe. Shiffer afirmou que centenas de cientistas e pesquisadores por vários anos continuaram a investigar por que a casa paroquial não foi atingida quando tudo ao redor ficou arrasado. E o padre explicou, dizendo: "Naquela casa se rezava todos os dias, em comum, o Santo Rosário. Por isso, foi protegida por Nossa Senhora."

  Nossa Senhora, a partir principalmente de Lourdes, dá uma ênfase toda especial à oração do Rosário. Em Lourdes aparece sempre com o ROSÁRIO. Em outras aparições, pede sempre que se reze o Rosário. Em Fátima, em cada uma das aparições, ela insiste: "Rezem o ROSÁRIO DIARIAMENTE."

  Em Medjugorje, desde o início, pede que se reze o Rosário. Em 14/08/84, ela diz: "Eu gostaria que cada dia se rezasse pelo menos o Rosário". Em 27/09/84: "Peço às famílias da paróquia que rezem o rosário em família."

  No dia 25/06/85 a vidente Marija pergunta a Nossa Senhora o que deseja dizer aos sacerdotes. Ela responde: "Caros filhos, eu os exorto a convidar todos à Oração do Rosário. Com o rosário, vencerão todas as dificuldades que Satanás, neste momento, quer colocar no caminho da Igreja Católica. Vocês todos, Sacerdotes, Rezem o Rosário. Consagrem tempo ao Rosário."

 Ao Beato Alano, Nossa Senhora disse: "Grande quantidade de indulgências foram concedidas ao meu Rosário, mas fica sabendo que Eu acrescentarei ainda muitas mais, aos que rezarem o terço em estado de graça, de joelhos e devotamente. E a quem nas mesmas condições perseverar nessa devoção, Eu lhe obterei no fim da vida, como recompensa por esse bom serviço, a plena remissão da pena e da culpa de todos os seus pecados".

  O Papa João Paulo II, no 80º aniversário das aparições em Fátima, disse: "Caríssimos irmãos, rezai o Rosário todos os dias! Peço vivamente aos pastores para rezar o Rosário nas suas comunidades cristãs. Ajudai o povo de Deus a retornar à oração cotidiana do Rosário."

 Os Papas recomendam o Rosário

 Pio IX: “Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitando o uso desta arma — que é a reza cotidiana do Rosário — facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis, de 3 de dezembro de 1856).

Leão XIII: “Queira Deus — é este um ardente desejo Nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (Encíclica Jucunda semper, de 8 de setembro de 1894).

  São Pio X: “O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias.”

Bento XV: “A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nEla  a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas.”

  Pio XI: “Uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios .... Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis,  de 29 de setembro de 1937).

  Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” (Encíclica Ingruentium malorum, de 15 de setembro de 1951).

João XXIII: “Como exercício de devoção cristã, entre os fiéis de rito latino, .... o Rosário ocupa o primeiro lugar depois da Santa Missa e do Breviário, para os eclesiásticos, e da participação nos Sacramentos, para os leigos” (Carta Apostólica Il religioso convegno, de 19 de setembro de 1961).

Paulo VI: “Não deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário marial, forma de oração tão grata à Virgem Mãe de Deus e tão freqüentemente recomendada pelos Romanos Pontífices, pela qual se proporciona aos fiéis o mais excelente meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: ‘Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á’ (Mt. 7, 7)” (Encíclica Mense maio, de 19 de abril de 1965).

         João Paulo II: “O Rosário, lentamente recitado e meditado — em família, em comunidade, pessoalmente — vos fará penetrar pouco a pouco nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação” (Alocução de 6 de maio de 1980).

"O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade. A todos exorto de coração que a rezem!» ( João Paulo II)

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com

Santo Rosário


Em outubro de 2002 o saudoso Santo Padre João Paulo II publicou a encíclica Rosarium Virginis Marie,  totalmente dedicada ao incentivo dessa preciosa oração. Ele a conclui com estas célebres palavras:

 "Que este meu apelo não fique ignorado! No início do vigésimo quinto ano de Pontificado, entrego esta Carta apostólica nas mãos sapientes da Virgem Maria, prostrando-me em espírito diante da sua imagem venerada no Santuário esplêndido que Lhe edificou o Beato Bártolo Longo, apóstolo do Rosário. De bom grado, faço minhas as comoventes palavras com que ele conclui a célebre Súplica à Rainha do Santo Rosário: 

« Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral, não te deixaremos nunca mais. Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último beijo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há-de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário de Pompeia, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó Soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em todo o lado, hoje e sempre, na terra e no céu ». Amém."

sábado, 6 de outubro de 2012

O Padre e o Ator


           
 Certa vez um grupo de teatro chegou a uma pequena cidade para apresentar uma peça.  Como não havia teatro no local, recorreram ao padre para pedir-lhe o salão paroquial para a apresentação.

            Cordialmente o padre concedeu. De imediato, o organizador do grupo o convidou para assistir à peça que seria no outro dia, sábado à noite. Gentilmente o padre aceitou, mas com uma ressalva: que toda equipe fosse à missa no domingo pela manhã. Combinaram.

            No sábado à noite, no salão paroquial, na hora marcada, lá estava o padre alegre e ansioso, para ver a apresentação. Antes do início do espetáculo a plateia estava  atônita com tanta beleza de luz, som, figurino, organização. Todos ficaram encantados; nunca tinham visto um ambiente tão harmonioso. O espetáculo começou. Silêncio total. A peça transcorreu muito bem... No final, todos emocionados aplaudiram  prolongadamente. O padre não escondia sua alegria.

            No dia seguinte, de manhã cedo, lá estava a equipe de atores na Igreja para assistir à missa do padre, como haviam combinado. No início, alegremente, o padre apresentou-se à comunidade e a cerimônia se desenrolou normalmente.  Após a celebração,  todos foram à casa paroquial tomar café e conversar.  O responsável pelo grupo perguntou ao padre: - Diga-nos, que impressão o teatro deixou no senhor? - A melhor!, disse o padre.

- Detalhe para nós sua avaliação; é importante para o nosso crescimento, por favor ! - A equipe está de parabéns em tudo, seja nos cenários ou nas roupas, na iluminação, no som, no domínio do público etc.  Belo, tudo muito belo ! A plateia, que coisa impressionante, na hora do silêncio não escutava nada, já na hora de rir, como riam e, para minha surpresa, choravam nos momentos dramáticos. Fantástico !

            É o que tenho a dizer. Mas, e a Missa qual é a impressão de vocês?  Digam-me!

            Todos se entreolharam, mas ninguém queria se pronunciar. Como o  padre insistiu, o responsável do grupo comentou:

            - Padre, não sou a melhor pessoa para avaliar, pois não sou um bom fiel; apenas quero falar como um ator. 
             -  Isso! exclamou o padre, alegremente.

            - Nós somos atores e trabalhamos em equipe com objetivo de transmitir  à plateia uma história que deve ser compreendida e vivida por todos, atores e público, mesmo que não seja verdadeira.

            - É verdade. Eu mesmo, disse o padre, entrei na história ri e  chorei.

- Mas padre o que não compreendo é que você com sua equipe tem uma verdade para ser apresentada que é a história de Jesus, mas usam de instrumentos para transmitir tal verdade que as pessoas acham que não passa de uma mentira tudo  que querem passar.

- Como assim ! Replicou o padre.

- Se temos uma mensagem para transmitir ela não será apresentada apenas com voz e sim com vários instrumentos e, sobretudo, com as pessoas que estão envolvidas na transmissão. Lembrem-se, padre, nosso comportamento, gestos, concentração, união,  vestuário, também comunicam.

- Estou compreendendo, disse o padre, atento a tudo que lhe dizia o ator. Este continuou: a sua equipe é quem mais conversa durante a missa.  Coisa imperdoável no teatro.  Lá tudo deve ser combinado antes.  As pessoas que estão em seu redor, um desastre ! Mal vestidas, mal humoradas, túnicas amassadas, cochilam, bocejam, jogam as pernas para um lado e para o outro, apresentam-se insatisfeitas, etc., os que usam a voz, os leitores, nossa, um tormento.  Não sabem ter postura na mesa da palavra. E o pior ainda, lêem sem vida, como se não acreditassem nas palavras. Dão a entender que não leram antes, não ensaiaram, impensável no teatro ! O ator tomou água e prosseguiu.

            - Os cantores, que têm uma função importante na celebração, pude perceber que são improvisadores. Enquanto você celebra, eles estão procurando o que cantar em seguida.  Conversam, riem, verdadeiramente não comunica o divino.

            O padre parecia atônito a tudo isso e em silêncio tudo escutava.

            - O espaço onde aconteceu a celebração é sagrado, mas a forma como o arrumam, nega totalmente o zelo pelo sagrado. Observe o que lhe digo: as velas, os tecidos que ornamentam, as cadeiras, o altar dos santos. Os arranjos de flores, tudo parece mais um caos devido à  desorganização. Não comunicam que ali habita Deus.

            - Volto a afirmar: vocês têm uma verdade para anunciar e apresentar; mas, da forma que apresentam parece ser mais uma mentira; e nós temos uma mentira a apresentar e as pessoas aceitam como verdade. Algo em você e na equipe está errado. Corrija enquanto é tempo. Deus merece ser comunicado em tudo e em todos.

  - O que fazer? Perguntou o padre.

           - Faça com que sua equipe zele pelo sagrado e comunique Deus em tudo.  Ele é uma verdade e deve ser compreendido em tudo na Igreja e na equipe.

O padre pensativo, agradeceu as colocações e se despediram.

- QUE REFLEXÃO O TEXTO SUGERE PARA NOSSA MANEIRA DE SER IGREJA?

Fonte: Revista Comunhão.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Adote um padre!


    
     A vida dos sacerdotes sempre foi exigente. E nem poderia ser diferente, já que são chamados a continuar a missão de Cristo, o Bom Pastor. Em nossos tempos, porém, os desafios se multiplicam e exigem respostas sábias, decisões imediatas e constantes posicionamentos sobre os mais diversos temas. Portanto, quanto mais santo e sábio for o presbítero, mais e melhor servirá a Igreja. Além disso, como a vocação sacerdotal é um dom de Deus não só para aquele que é seu primeiro destinatário, mas para a Igreja inteira, um bem para sua vida e missão, toda a Igreja é chamada a proteger esse dom, a estimá-lo e a amá-lo. Dito isso com palavras do saudoso Papa João Paulo II: “Todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações” (PDV, 41). Essa responsabilidade sempre foi cultivada na Igreja. Prova disso é, entre outras coisas, o apelo constante para que todos rezem não só pelo aumento das vocações, mas também para a santificação daqueles que já são padres. Sempre houve na Igreja grupos, comunidades e associações com o propósito principal de rezar pelos sacerdotes.

     É nessa linha que se entende a sugestão que agora apresento: ADOTE UM PADRE! Dentre os sacerdotes que você conhece ou que atuam na Igreja, escolha um deles, e passe a rezar diariamente por sua santificação. Ofereça sacrifícios para que ele exerça bem seu ministério. Se for o caso, ofereça por ele até sua vida. De preferência, nunca lhe fale sobre isso, nem faça comentários a esse respeito com outras pessoas. Os detalhes dessa “adoção” sejam conhecidos somente por você e pelo Bom Pastor. Guarde esse segredo cuidadosamente em seu coração, mas seja fiel a ele, dia por dia. Fazendo isso, você estará respondendo a um apelo da Igreja, que constantemente nos recorda: “Todo o Povo de Deus deve incansavelmente rezar e trabalhar pelas vocações sacerdotais” (PDV, 82). Sua resposta ao apelo de adotar um padre determinado terá uma particularidade: você não estará rezando somente pelo clero em geral, mas por um padre com um nome e um rosto, o que, certamente, motivará ainda mais suas orações, jejuns e sacrifícios. E, tenha certeza: COM A SANTIFICAÇÃO DE SEU “ADOTADO”, TODO O CLERO SE SANTIFICARÁ. DEUS, ENTÃO, SERÁ MAIS GLORIFICADO. E O POVO DE DEUS, MAIS E MAIS SE ENRIQUEÇERÁ.
Dom Murilo S.R. Krieger, scj (Arcebispo da Arquidiocese de São Salvador da Bahia) 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Beata Laura Vicuña



Nasceu em 05 de abril de 1891 em Santiago. Foi a primeira filha do matrimônio de José Domingo Vicuña e Mercedes Pino. Seu pai era militar e pertencia a uma família da alta sociedade chilena; sua mãe, por sua vez, vinha de um estrato social mais baixo, motivo de não ter sido de pleno agrado da família de seu esposo.

Em 1894, logo após o nascimento da segunda filha do casal José Domingo e Mercedes,  este faleceu, deixando a sua esposa e filhas sem fundos, sem um futuro claro ou horizontes que pudessem seguir. A situação político-econômica no Chile estava muito difícil, por isso, como uma medida desesperada, as três decidem ir à Argentina por um tempo.

Chegando ali, Mercedes e suas filhas se estabeleceram nas proximidades de Neuquén. No princípio, procurou trabalho para bancar os estudos das meninas, chegando à estância de Quilquihué, de propriedade de Manuel Mora. Este não tardaria a aproximar-se da mãe de Laura, pressionando-a para que o atendesse como uma esposa, de forma a que ele bancasse os estudos de suas filhas e que as três pudessem permanecer na estância.

É assim que Laura ingressa no colégio As Filhas de Maria Auxiliadora, pertencente à Congregação Salesiana, onde foi instruída tanto cultural como religiosamente. Ela realiza sua primeira comunhão em 02 de junho de 1901, na ocasião manifesta sua vocação de amor a Deus e expressa sua vontade de servi-lo, demonstrando-se inclusive disposta a entregar sua vida em vez de pecar. Ofereceu sua vida a Jesus e Maria Santíssima pela conversão de sua família.

Devido à sua profunda união com Deus, muitas companheiras pensavam que Laura se achava superior a elas, uma vez que passava recreios completos rezando na capela do colégio. Apesar de sua pouca idade, já possuía uma grande maturidade, a qual permitiu conhecer os problemas de sua mãe e notar o quão distante se encontrava de Deus. Isto a motivou a rezar todos os dias pela conversão de sua mãe e para que abandonasse Manuel Mora, com o qual vivia maritalmente.

Durante uma de suas férias escolares, Laura sofreu dois violentos ataques por parte de Manuel, seu padrasto, que buscava seduzi-la. Como não alcançou seu objetivo, ele se negou a seguir custeando os gastos dos estudos das meninas.

Imediatamente, o colégio resolveu o problema e permitiu que Laura seguisse estudando. Apesar disto, Laura sentia que a situação espiritual de sua mãe não havia melhorado. Um dia, recordando da frase de Jesus: "Não há mostra de amor maior que dar a vida por seus amigos", Laura opta por entregar sua vida em troca da salvação de sua mãe. Este pedido foi escutado e em poucos meses caiu enferma, piorando sua saúde conforme avançava sua enfermidade. Antes de morrer, Laura pede a sua mãe:

Morro; eu mesma o pedi a Jesus. Faz dois anos que ofereci minha vida por ti, para pedir a graça de sua conversão, mamãe. Antes de morrer, terei a sorte de ver-te arrependida?”

Mercedes, com os olhos molhados, lhe responde:

“Te juro que farei o que me pedes. Deus é testemunha de minha promessa.

Finalmente, Laura sorri e diz a sua mãe:

“Obrigada, Jesus! Obrigada, Maria! Adeus, mamãe! Agora morro contente!”

Assim, em 22 de janeiro de 1904, morreu Laura Vicuña Pino, entregando sua vida pela conversão de sua mãe. Seus restos mortais, desde 1937 até 1958, descansaram no cemitério de Neuquén, tendo sido transladados para a capela do convento das Filhas de Maria Auxiliadora em Bahía  Blanca, onde se encontram atualmente. O Papa João Paulo II a beatificou em 3 de setembro de 1988. 

Bem Aventurada Laura Vicuña, rogai por nós!!!



Adaptado de:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Laura_Vicu%C3%B1a

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Beata Alexandrina Maria da Costa


Alexandrina Maria nasceu em Balasar (Portugal) no dia 30 de março de 1904, aos 14 anos não hesitou em jogar-se pela janela para fugir de três homens que ameaçavam a sua pureza. As consequências foram terríveis, mas não imediatas; depois de alguns anos, ela foi obrigada a ficar em cama por causa de uma paralisia que foi agravando-se durante os trinta anos que lhe restou de vida. Ela não se desesperou e abandonou-se nas mãos de Jesus com essas palavras: “Jesus, Tu és prisioneiro no tabernáculo como eu sou na minha cama, assim fazemos companhia um ao outro”.

Na solidão do seu quarto, Alexandrina tornou-se o anjo consolador de Jesus, presente em todos os Tabernáculos do mundo.

Com efeito, Alexandrina viverá misticamente, no corpo e no espírito, a Paixão de Jesus em reparação dos ultrajes, sacrilégios e profanações da Eucaristia. Os Tabernáculos e os pecadores são a missão que Jesus lhe confia em 1934 e que nos é entregue nas inúmeras e belíssimas páginas do seu diário.

Durante os últimos 13 anos de vida, de março de 1942 até a morte, Alexandrina alimentou-se apenas da Eucaristia, sem alimentar-se de mais nada. Jesus lhe disse:

“Eu te coloquei no mundo para que vivas somente de Mim, para testemunhar ao mundo o valor da Eucaristia (...) A cadeia mais forte que acorrenta as almas a Satanás é a carne, é a impureza. Nunca se viu antes uma expansão de vícios, de maldades e crimes como hoje! Nunca se pecou tanto (...) A Eucaristia, o meu Corpo e o Meu Sangue! A Eucaristia: eis a salvação do mundo".

Por meio de Alexandrina, Jesus pede:

 "... seja bem pregada e propagada a devoção aos Sacrários, porque passam-se dias e dias que não Me visitam, não Me amam, não Me desagravam. Não crêem que Eu habito lá."

"São tantos aqueles que, embora entrando nas igrejas, nem sequer Me saúdam e não param um momento a adorar-Me."

"Eu quereria muitos guardas fiéis, prostrados diante dos Sacrários, para impedirem tantos e tantos crimes."

Jesus, em várias ocasiões, disse-lhe: “Os nus se vistam! Haja modéstia! Acabem a vaidade e o desperdício... Penitência! Oração, muita oração!... Os governantes vigiem sobre as nações... O demônio está preparando contra a Igreja coisas muito graves... Rezem e confiem! A vitória será Minha!”

Poucos meses antes de Alexandrina morrer, Nossa Senhora disse-lhe:

"Fala às almas! Fala-lhes da Eucaristia! Fala-lhes do Rosário! Que se alimentem da Carne do Corpo de Cristo e do alimento da oração: do meu Rosário, todos os dias." 

Antes de sua morte, Alexandrina assim escreveu para que fosse registrado no seu túmulo: “Pecadores, se as cinzas do meu corpo podem ser úteis para salvá-los, aproximem-se e pisem-nas até desaparecerem, mas não pequem mais. Não ofendam mais o Nosso Jesus!”.

Sua missão de atrair almas para Deus continua: prova disso são suas biografias, as romarias ao seu túmulo, as numerosas graças.

A 13 de Outubro de 1955, deu-se a passagem de Alexandrina da vida na terra à do Céu.

A 25 de Abril de 2004, a Igreja proclamou-a Beata para a glória de Deus e o júbilo de todos os seus fiéis.

Beata Alexandrina, rogai por nós e dai-nos o santo fervor eucarístico!

Adaptado dehttp://alexandrinabalasar.free.fr/index_portugues.htm 


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Santos Anjos da Guarda



No dia 02 de outubro a Igreja celebra os Santos anjos da Guarda. É doutrina católica que cada homem tem na terra um Anjo da Guarda: «A existência dos Anjos, seres espirituais, não corporais, é uma verdade de fé» (Catecismo da Igreja Católica, n.328).

«Desde a infância até a morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão. 'Cada fiel tem a seu lado um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida' (S. Basílio).

«Quanta reverência deve despertar em nós esta palavra 'Anjo da Guarda'! Quanta devoção, quanta confiança! Reverência pela sua presença, confiança pela sua benevolência, confiança pela sua guarda!» (S. Bernardo).

Celebremos, pois, esta festa dos Anjos da Guarda com muita gratidão a Deus por nos ter dado tão preciosa companhia e nos confiemos à sua proteção rezando:

Santo Anjo da Guarda, Tu que me fostes dado por Deus como companheiro para toda a minha vida, salva-me para a eternidade, e cumpre tua obrigação para comigo, a qual te foi imposta pelo Deus de Amor.

Sacode-me na tibieza e livra-me de minha fraqueza! Preserva-me de qualquer caminho e pensamento errado. Abre-me os olhos para Deus e para a cruz. Fecha-me, no entanto, meus ouvidos às inspirações do inimigo maligno.

Vela sobre mim enquanto durmo. Fortifica-me durante o dia para o cumprimento do meu dever e para cada sacrifício. Deixa-me ser um dia tua alegria e tua recompensa no céu. Amém.




segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Oração pelos Sacerdotes (composta por Santa Teresinha)


 
Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder. Conservai puras suas mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios tintos pelo vosso Sangue preciosíssimo. Conservai puros e desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter sublime do vosso glorioso sacerdócio. Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo. Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm de transubstanciar o pão e o vinho em Vosso Corpo e Sangue, o poder de transformar os corações dos homens. Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Amém!

Minha vocação é o amor



“Compreendi que os membros da Igreja são impelidos a agir por um único amor, de forma que, extinto este, os não mais derramariam o sangue. Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça a todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno. Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará.”
"Passarei o meu Céu, fazendo o bem à Terra."

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